O chefe de gabinete de Americana, Franco Sardelli (PL), e o prefeito de Sumaré, Henrique do Paraíso (Republicanos), comentara, nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.
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Franco falou que o assunto deve ser tratado com humanidade e destacou o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018. “A gente não pode tratar isso aqui só como política, temos que tratar como justiça e também humanidade. A gente está falando de um ex-presidente da república que nunca foi condenado por corrupção. Permitir essa prisão domiciliar pra ele não é um favor pra ninguém, é o mínimo de respeito à dignidade humana”, disse Franco.
Henrique também afirmou que não se trata de “um favor” ou um “benefício” e que a prisão domiciliar é o mínimo, por se tratar de um ex-presidente da república com 71 anos, internado na UTI com pneumonia grave. “Qualquer preso no Brasil com esse quadro clínico teria direito a esse tratamento, e o presidente Bolsonaro precisou implorar. Que esse episódio sirva para abrir os olhos de cada brasileiro que ainda não entendeu o tamanho da perseguição política que esse homem enfrenta”, afirmou Henrique.
A domiciliar passará a ser cumprida após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13.
Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.
Moraes também determinou que Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.
Pela decisão de Moraes, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
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Com informações AGÊNCIA BRASIL
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