Lei sancionada por Lula corta auxílio a famílias de presos de facções

Lei sancionada por Lula corta auxílio a famílias de presos de facções

Postado em 25/03/2026 , por Patrícia di Sanctis

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nessa terça-feira (24) o fim do auxílio-reclusão para familiares de membros de facções, como meio para desestimular o crime. A medida integra a nova Lei Antifacção.

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A legislação impede o pagamento do benefício a dependentes de presos ligados a organizações criminosas, milícias ou grupos paramilitares.

 

Presidente defende impacto da medida

 

Lula afirmou que a mudança amplia as consequências dos crimes. “Aqui é uma coisa tão importante quanto a própria lei. O cidadão que quiser cometer seus crimes, ele saiba que seus filhos e sua esposa irão pagar pela irresponsabilidade dele, e eu acho que foi uma medida muito relevante”.

Ele reforçou que a decisão busca atingir não apenas o autor do crime, mas gerar impacto social que desestimule a prática criminosa.

 

Auxílio era destinado a famílias de baixa renda

 

O auxílio-reclusão é pago a dependentes de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social que estão presos em regime fechado. O valor atual do benefício é de um salário mínimo (R$ 1.621).

 

Lei endurece combate ao crime organizado

 

A medida faz parte da Lei Antifacção, que estabelece regras mais rígidas contra organizações criminosas.

A legislação define como facção criminosa grupos com três ou mais pessoas que usem violência ou coação para controlar territórios ou intimidar a população.

A norma estabelece penas mais duras, restringe benefícios como anistia, indulto, fiança e liberdade condicional e limita a progressão de regime.

Em alguns casos, o cumprimento pode exigir até 85% da pena em regime fechado.

 

Líderes vão para presídios de segurança máxima

 

A lei determina que lideranças de facções cumpram pena em presídios de segurança máxima.

Também prevê a perda do direito de voto para detentos associados a organizações criminosas, mesmo sem condenação definitiva.

 

Presidente defende foco nos líderes do crime

 

Durante a sanção, Lula criticou a soltura rápida de criminosos.É preciso que quando a polícia prenda com provas concretas, o cidadão não possa ser dono da sua própria pena e punição”.

Ele também afirmou que o foco deve atingir os chefes das organizações. “A gente tem a chance não de matar os bagrinhos da periferia, mas de pegar os responsáveis que moram em apartamentos de luxo, que chamamos de magnatas do crime”.

 

Bloqueio de bens e banco de dados

 

A lei amplia mecanismos de apreensão de patrimônio, incluindo bens, valores e ativos digitais ligados ao crime organizado.

Também cria o Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas, com integração entre sistemas estaduais para fortalecer investigações.

 

Cooperação internacional no combate ao crime

 

Lula citou articulações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater crimes com atuação internacional.

O presidente destacou a importância de ações conjuntas contra tráfico, contrabando e lavagem de dinheiro.

 

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Foto: Ricardo Stuckert/PR
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