Juíza cita ausência de histórico criminal para soltura de ‘Ralado’

Juíza cita ausência de histórico criminal para soltura de ‘Ralado’

Postado em 02/04/2026 , por Patrícia di Sanctis

Anúncio

A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigado Thiago Branco de Azevedo, o “Ralado”, ao citar a ausência de histórico criminal e de indícios de novos delitos, na terça-feira (31), em decisão da Operação Fallax, da Polícia Federal.

RECEBA AS NOTÍCIAS DO ENTRENEWS NO SEU WHATSAPP

A decisão é da juíza da 5ª Vara Federal de São Paulo, Maria Isabel do Prado, que afirmou não haver registros de antecedentes criminais nem evidências de que o investigado tenha cometido crimes após a expedição do mandado de prisão.

Assim, tratando-se de delito praticado sem violência ou grave ameaça, e não havendo apontamentos sobre antecedentes criminais, descumprimento de cautelares judiciais, ou indícios cometimento de crime após compromisso firmado perante o Poder Judiciário, reconsidero o decreto de prisão preventiva e entendo, por ora, como suficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, com fundamento na garantia da aplicação da lei penal”.

 

Operação investiga rede de empresas de fachada

 

“Ralado” é apontado como operador de uma rede de empresas de fachada supostamente utilizada por integrantes do Comando Vermelho (CV) e por pessoas ligadas à holding de investimentos Fictor.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fallax no último dia 25. O investigado não foi localizado na ocasião e se apresentou dois dias depois, em Piracicaba (SP), acompanhado da esposa e do cunhado.

 

Thiago Ralado e esposa se entregam à Polícia Federal em Piracicaba

 

Outros investigados também foram soltos

 

A decisão determinou a soltura de 15 investigados, que deverão cumprir medidas cautelares, como não manter contato com outros alvos e não mudar de endereço.

No caso dos suspeitos de envolvimento com o esquema, a Justiça proibiu a criação de novas empresas e movimentações bancárias em contas de terceiros.

Já gerentes bancários investigados tiveram suspensão das funções nas instituições financeiras.

 

Parte dos alvos segue presa

 

A juíza manteve a prisão de dois investigados que teriam tentado fugir, além de outros três que seguem foragidos.

Segundo a investigação, o suspeito criava empresas em nome de terceiros para obter empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema contava com apoio de gerentes bancários, que aprovavam operações irregulares mediante pagamento de propina.

 

PF mira Americana e Santa Bárbara em ação contra fraudes milionárias à Caixa Econômica

 

LEIA + NOTÍCIAS AQUI

Foto: EntreNews
Juíza cita ausência de histórico criminal para soltura de 'Ralado'

Compartilhe na redes sociais!

Anúncio