A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a conta de luz terá bandeira tarifária amarela em maio, com cobrança extra para consumidores de todo o país devido à redução das chuvas.
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A decisão vale para consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e representa o fim do período de bandeira verde, que estava em vigor desde janeiro, sem cobrança adicional nas tarifas.
Segundo a agência reguladora, a mudança ocorre por causa da transição do período chuvoso para o período seco, o que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas.
Conta terá cobrança extra a cada 100 kWh
Com a bandeira amarela, os consumidores passarão a pagar acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de energia elétrica.
“Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos“, explicou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Aneel informou que a redução das chuvas leva ao acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado em comparação às hidrelétricas.
Sistema indica custo de geração da energia
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica em todo o país.
As bandeiras são identificadas por cores e indicam quanto está custando gerar a energia utilizada em residências, comércios e indústrias.
Quando a bandeira verde está em vigor, não há cobrança adicional na conta de luz. Já nas bandeiras amarela ou vermelha, ocorre acréscimo conforme o consumo registrado.
Os valores definidos atualmente são:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos
- Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos
- Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos
Revisão ocorre mensalmente no sistema elétrico
As condições de geração de energia são avaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por definir a estratégia mais adequada para atender à demanda energética do país.
Com base nessa análise, são feitas previsões de custos e definida a cor da bandeira tarifária aplicada a cada mês.
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Imagem Ilustrativa
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