O hexa vem. Que venha pela taça, não pelo jejum

O hexa vem. Que venha pela taça, não pelo jejum

Postado em 31/05/2026

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O Brasil vai chegar à Copa de 2026 com uma conta incômoda, mas também com uma esperança do tamanho do Maracanã: serão 24 anos desde o penta de 2002, conquistado na Coreia do Sul e no Japão, com Cafu levantando a taça e Ronaldo marcando os dois gols da final contra a Alemanha.

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Em 2006, 2010, 2018 e 2022, o Brasil foi eliminado nas quartas de final. Já em 2014, como país-sede, chegou à semifinal, perdeu por 7 a 1 para a Alemanha e depois perdeu a disputa de terceiro lugar para a Holanda, terminando em 4º lugar.

Em 2026, virá a sexta tentativa. E aí mora o jogo de palavras que nenhum torcedor quer ver virar estatística triste: que o hexa seja a sexta estrela dourada no peito, não a sexta Copa seguida de jejum.

A boa notícia é que o Brasil continua sendo o Brasil. É a única seleção pentacampeã mundial, com títulos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Camisa amarelinha tradicional, história gigante, torcida, menos, mas barulhenta e uma bola que, quando cai em pé brasileiro inspirado, ainda faz muito gringo respeitar.

A Copa de 2026 será nos Estados Unidos, no México e no Canadá, a primeira com três países-sede e 48 seleções. Vai ter estádio cheio, fuso horário, gramado diferente, pressão mundial e aquele velho frio na barriga que só a Copa sabe provocar.

Mas está na hora de trocar a saudade por festa. Chega de lembrar 2002 como quem folheia álbum antigo. O torcedor brasileiro quer memória nova: gol decisivo, abraço na arquibancada, buzina na rua, criança pintada de verde e amarelo, adulto chorando sem vergonha e a taça voltando para onde ela conhece bem o caminho.

O hexa vem. Que venha bonito, sofrido se precisar, com drama de Copa e alegria de Brasil. Mas que venha pelo título. Porque 2026 precisa ser o ano da sexta estrela, não o sexto capítulo da espera.

* Edwaldo Costa é jornalista, professor e pós-doutor pela ECA-USP

* Renata Nandes é jornalista, psicanalista e mestre em Comunicação Digital

* Débora Vasconcelos é graduanda em Jornalismo no Centro de Ensino Universitário do Distrito Federal (UDF)

* Raphaela Kubo é graduanda em jornalismo na UNIP e mora no Japão.

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Postado em 31/05/2026

Categorias: Copa do Mundo Destaques

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