O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Santa Bárbara d’Oeste (SP) implantou uma usina própria para produção de hipoclorito de sódio na Estação de Tratamento de Água (ETA) IV, no bairro Souza Queiroz. A nova estrutura permitirá uma redução de cerca de 31% nos custos da desinfecção da água, além de ampliar a segurança operacional e a autonomia da autarquia no tratamento da água distribuída à população.
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A produção do hipoclorito de sódio é realizada por meio de um processo eletroquímico dentro de uma célula eletrolítica. A tecnologia utiliza uma solução de salmoura, composta por água e cloreto de sódio, conhecida como sal de cozinha.
Durante o processo, uma corrente elétrica é aplicada à solução, provocando reações químicas que resultam na produção do hipoclorito de sódio, produto utilizado na desinfecção da água destinada ao consumo humano.
A usina foi projetada para produzir o equivalente a 240 quilos de cloro ativo por dia, volume suficiente para gerar aproximadamente 28,5 mil litros de solução de hipoclorito de sódio diariamente.
Além da produção, a unidade possui capacidade para armazenar até 40 mil litros do produto, garantindo maior segurança operacional e a continuidade do processo de tratamento da água.
“Santa Bárbara d’Oeste sempre foi referência quando o assunto é saneamento. Hoje, damos mais um passo importante para manter a excelência de um trabalho que faz com que nossa cidade seja reconhecida por ter uma das melhores águas do Brasil”, enfatizou o prefeito Rafael Piovezan.
“Quero parabenizar toda a equipe envolvida nesse projeto e, de maneira especial, a diretora-superintendente Patrícia Marques de Martino, que tem conduzido o DAE com competência, responsabilidade e um olhar voltado para a inovação e a eficiência na gestão pública”, complementou.
Economia superior a R$ 430 mil por ano
O principal benefício da implantação da usina é a redução dos gastos com a etapa de desinfecção da água. Atualmente, a ETA IV investe cerca de R$ 116 mil por mês na compra de hipoclorito de sódio a 12%.
Com a produção própria, o custo mensal de operação da usina, incluindo a locação dos equipamentos e o consumo de sal e energia elétrica, será de aproximadamente R$ 80 mil.
A economia direta será de cerca de R$ 36 mil por mês, o equivalente a uma redução de aproximadamente 31% nos custos da desinfecção.
Em um ano de funcionamento, a estimativa é de uma economia de R$ 432 mil, valor que poderá ser destinado à modernização e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do município.
Mais segurança e eficiência operacional
Além da redução de custos, a produção do hipoclorito dentro da própria estação diminui a necessidade de transporte e armazenamento de grandes volumes de produtos químicos concentrados.
A medida amplia a segurança dos operadores, reduz riscos ambientais e fortalece a autonomia operacional do DAE.
Outro benefício é o aumento da eficiência da desinfecção, já que o hipoclorito produzido no local sofre menor degradação ao longo do tempo.
Segundo a autarquia, o novo sistema também reduz a corrosão de equipamentos e tubulações, diminui perdas do produto durante o armazenamento e torna a operação da estação de tratamento mais eficiente e confiável.
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Foto: Prefeitura de S. Bárbara
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