O deputado Guto Zacarias (Missão), que é alvo de uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por violência psicológica e coação para a interrupção da gestação (aborto) de sua ex-companheira, agora se posicionou contra a suspensão das lives no Discord.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou o bloqueio do recurso “Go Live” do Discord por falhas graves na proteção de crianças e adolescentes. A medida cautelar foi motivada por um caso de grande repercussão, como a morte de uma jovem de 13 anos no Mato Grosso do Sul, induzida à automutilação durante uma live.
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Mesmo com diversos casos semelhantes, não só com humanos, mas também de mutilação e assassinato assistido de animais, o deputado se posicionou contrariamente à medida. Guto afirmou à Coluna Grande Angular que a ferramenta é usada para atividades educacionais, profissionais, de lazer e comunicação social.
A suspensão do recurso “Go Live” permanece válida até que o Discord comprove a implementação de mecanismos eficazes de salvaguarda e moderação para proteger crianças e adolescentes. O uso geral de chat de texto e áudio da plataforma continua liberado.
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CASO DO ABORTO: Um escândalo envolvendo Guto Zacarias estourou em abril deste ano. De acordo com a denúncia do MPSP, os fatos ocorreram entre 2024 e o início de 2025. A Promotoria aponta que, após o término do relacionamento e o anúncio da gravidez, Zacarias teria intensificado contatos via mensagens e ligações para influenciar a decisão da ex-namorada. O documento cita manipulação emocional e chantagens, ameaças e uso de clínicas clandestinas e coação para a realização do aborto.
Nas gravações admitidas por Guto, ele descreve detalhes de um procedimento de “sucção”, afirmando ser rápido e sem sangue, além de indicar clínicas em bairros de alto padrão, como os Jardins, em São Paulo. Em outros trechos, há menções a procedimentos para terceiros e tentativas de minimizar os riscos da interrupção da gravidez, sugerindo alternativas que ele considerava “seguras”.
O deputado se posiciona contra o aborto nas redes sociais.
A ex-companheira retirou as denúncias e o caso de pedido de cassação na Comissão de Ética da Alesp foi arquivado, porém o caso continua em trâmitação no MP independentemente da vontade da vítima.
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