O sumiço do senador e candidato derrotado à Presidência no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mobiliza as forças de segurança brasileiras e gera forte repercussão política nesta terça-feira (27). A Polícia Federal (PF) abriu uma apuração para verificar o paradeiro do parlamentar e averiguar informações sobre uma suposta saída do país sem o devido registro nos pontos formais de controle migratório.
A movimentação das autoridades começou após relatos de veículos internacionais sugerirem que Flávio poderia ter deixado o Brasil por meio da fronteira terrestre com a Argentina, tendo como destino final os Estados Unidos. Até o momento, no entanto, tanto as autoridades brasileiras quanto as do país vizinho informaram não haver registro oficial de ingresso do parlamentar em solo argentino ou em outros pontos de imigração.
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Determinação do STF e apreensão de passaportes
A checagem ocorre em um cenário de forte pressão jurídica sobre o senador. Flávio Bolsonaro é alvo de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes, e o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu uma ordem para a retenção de seus passaportes.
Sem a confirmação de entrega do documento de viagem às autoridades, equipes da PF iniciaram diligências para mapear os últimos passos e comboios do parlamentar em Brasília, além de contatar órgãos federais de segurança para verificar se houve eventual descumprimento de medidas restritivas de deslocamento.
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Reação da defesa e repercussão
Representantes e interlocutores do parlamentar negam qualquer tentativa de evasão do país. Em declarações recentes divulgadas nas redes sociais, o próprio senador chegou a declarar que não planejava deixar o Brasil. Aliados próximos afirmam que Flávio está recolhido “esfriando a cabeça” após o resultado das urnas no último domingo (25).
Enquanto isso, a ausência de posicionamentos diretos do senador nas últimas horas gerou um pico de buscas nas redes sociais e motores de pesquisa, além de forte expectativa sobre os próximos passos da investigação da Polícia Federal.
Foto Charles Vieira



