Flávio agradece Trump e Milei por apoio para fugir do Brasil

Flávio agradece Trump e Milei por apoio para fugir do Brasil

Senador contesta resultado eleitoral sem provas e afirma que liderará oposição dos Estados Unidos

Postado em 28/10/2026 , por Patrícia di Sanctis

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta nesta quarta-feira (28) em que agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo apoio para fugir do Brasil. Derrotado na eleição presidencial, ele afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território norte-americano.

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Na primeira versão do documento, Flávio se declarou “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, o texto foi alterado e a expressão substituída por “líder do Brasil”

 

Flávio questiona resultado das eleições

 

Na carta, o senador alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição brasileira. Ele contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h, após pedidos das campanhas do PL e do PT.

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Lula recebeu 64 milhões de votos, cerca de 10 milhões a mais do que no primeiro turno. Flávio obteve pouco mais de 59 milhões.

A extensão de duas horas no horário de votação resultou em 34.393 votos computados. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar.

O resultado foi reconhecido pelo TSE, pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por diversos países. Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado também reconheceram a vitória de Lula, assim como o próprio Partido Liberal, legenda de Flávio.

 

Senador critica decisão judicial e promete liderar oposição do exterior

 

Na carta, Flávio também criticou a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes pessoal e diplomático e o proibiu de deixar o país. A ordem judicial foi expedida a pedido da Polícia Federal um dia após a derrota eleitoral do senador.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O outro apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado divulgado por sua assessoria, o senador afirmou que pretende comandar a oposição a partir dos Estados Unidos.

“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou.

A primeira versão da carta também trazia um brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com “z” no lugar do “s” de Brasil. A denominação histórica deixou de ser usada em março de 1967.

 

Democratas dos Estados Unidos criticam concessão de visto

 

Nesta quarta-feira (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado ao Partido Democrata, criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto a Flávio Bolsonaro.

Em publicação na rede social X, o comitê comparou o tratamento concedido ao senador brasileiro com a política migratória norte-americana para pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, afirmou o grupo.

 

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Com informações da Agência Brasil | Foto: Charles Vieira
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