Por décadas, o Brasil chegou às Copas do Mundo carregando o peso de ser apontado como principal candidato ao título.
Em 2026, o cenário é diferente. A desconfiança tomou conta de grande parte da torcida.
Muitos enxergam a Seleção de Carlo Ancelotti como uma equipe inferior às gerações de 1970, 1982 ou 2002. Outros acreditam que França, Espanha, Inglaterra e Argentina estão alguns degraus acima.
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Mas será que a diferença é realmente tão grande?
Uma análise da lista dos convocados revela um grupo talvez mais competitivo do que se imagina.
O Brasil possui protagonistas de alguns dos maiores clubes do planeta, atletas acostumados a disputar grandes decisões, campeões nacionais nas principais ligas da Europa e jovens que figuram entre os maiores talentos de sua geração.
No gol, poucas seleções apresentam tanta qualidade. Alisson, do Liverpool, há anos é considerado um dos melhores goleiros do futebol mundial e disputará sua terceira Copa. Ederson construiu trajetória vitoriosa no Manchester City e segue como referência na posição. Weverton, embora menos midiático, chega com a experiência de quem foi campeão olímpico e protagonista em uma das fases mais vitoriosas do Palmeiras.
Na defesa, a liderança é de Marquinhos, capitão do Paris Saint-Germain e um dos zagueiros brasileiros mais vitoriosos da Europa. Ao seu lado aparece Gabriel Magalhães, titular absoluto do Arsenal e apontado por muitos analistas como um dos melhores defensores da Premier League. Bremer, da Juventus, traz a exigência do futebol italiano. Léo Pereira vive o auge da carreira no Flamengo. Ibañez, com experiência internacional, oferece versatilidade para atuar em mais de uma função defensiva.
As laterais talvez sejam o setor que mais gera dúvidas entre os torcedores, mas também escondem potencial. Wesley, da Roma, é apontado como uma das grandes promessas da posição. Danilo e Alex Sandro acumulam mais de uma década de experiência no futebol europeu e disputam sua reta final na Seleção. Douglas Santos, destaque do Zenit, oferece consistência e experiência internacional.
No meio-campo, o Brasil possui uma combinação relevante entre experiência, força e qualidade técnica. Casemiro, multicampeão pelo Real Madrid, disputará sua terceira Copa do Mundo. Bruno Guimarães tornou-se capitão do Newcastle e um dos meio-campistas mais valorizados da Inglaterra. Fabinho oferece equilíbrio defensivo e leitura de jogo. Lucas Paquetá acrescenta criatividade e capacidade de romper linhas. Danilo, destaque do Botafogo, surge como uma das boas surpresas do ciclo final.
O ataque está bom também. Vinicius Júnior chega como uma das maiores estrelas do futebol mundial. Protagonista do Real Madrid nos últimos anos, é o jogador brasileiro mais próximo dos principais prêmios individuais desde Neymar.
Raphinha vive a melhor fase da carreira no Barcelona.
Gabriel Martinelli é peça importante no Arsenal. Matheus Cunha transformou-se em um atacante surpresa, capaz de criar e concluir jogadas. Luiz Henrique ganhou protagonismo nos clubes e na Seleção.
Igor Thiago oferece presença de área e poder de finalização. Está num bom momento.
Rayan representa o futuro e jogou bem nos amistosos.
Endrick, aos 19 anos, carrega o privilégio de ser apontado como uma das maiores promessas do futebol mundial. Para quem nem seria convocado, aparecer como apareceu nos amistosos impressiona.
E há, claro, Neymar. Aos 34 anos, o maior artilheiro da história da Seleção disputará sua quarta Copa do Mundo. Sua convocação pode gerar debates, sobretudo pelas dúvidas físicas recentes, mas sua presença oferece algo raro: experiência, talento e capacidade de decidir uma partida em um único lance. Se estiver entre os titulares, amplia o poder criativo do Brasil. Se começar no banco, a Seleção terá um privilégio incomum: poucos países no mundo podem olhar para a reserva e encontrar um jogador com o currículo, a história e a qualidade técnica de Neymar.
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Existe ainda um fator que costuma ser negligenciado: o treinador.
Pela primeira vez em sua história, o Brasil será comandado em uma Copa por um técnico estrangeiro. Carlo Ancelotti chega com um currículo praticamente inigualável. Campeão das principais ligas nacionais da Europa e recordista de títulos da Liga dos Campeões, o italiano construiu sua reputação administrando elencos repletos de estrelas e vencendo nos ambientes mais pressionados do futebol mundial.
Nada disso garante o hexacampeonato. Mas dizer que esta Seleção Brasileira é fraca simplesmente é negar o futebol mundial.
Quantas seleções possuem um goleiro do nível de Alisson? Um zagueiro como Marquinhos? Um volante como Casemiro? Um atacante como Vinicius Júnior? Um jogador com a história de Neymar? E um treinador como Carlo Ancelotti?
Talvez o Brasil não seja o favorito da Copa de 2026. Mas está longe de ser o azarão que muitos imaginam. Tem gente dizendo que sai na primeira fase. Impossível!
Às vezes, é melhor que a Seleção Brasileira chegue desacreditada, distante dos holofotes e sem o peso sufocante do favoritismo. Foi assim, em outras Copas, que muitas seleções tiraram o título do Brasi.
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