AGU pede 72 horas para se manifestar sobre ações contra MP das bets

AGU pede 72 horas para se manifestar sobre ações contra MP das bets

Entidades do setor querem suspender medida que proibiu apostas online; pedido está sob relatoria de Luiz Fux

Postado em 28/09/2026 , por Patrícia di Sanctis

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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) prazo de 72 horas para se manifestar sobre ações que questionam a medida provisória que proibiu as apostas online no Brasil. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (28), nos processos relatados pelo ministro Luiz Fux, após entidades do setor de bets solicitarem a suspensão da medida.

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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao STF a derrubada da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país.

Segundo a AGU, o prazo é necessário para que os órgãos do governo envolvidos na regulamentação do setor sejam ouvidos antes de uma eventual decisão sobre os pedidos.

As entidades defendem a suspensão imediata da MP e pedem que, enquanto o STF e o Congresso não analisarem a questão, sejam mantidas as regras anteriores que regulamentavam o mercado de apostas.

O pedido está relacionado a processos que já tramitavam no STF sobre a legislação das apostas. Fux deverá decidir se analisa o pedido individualmente, com posterior submissão ao plenário, ou se encaminha a questão diretamente para julgamento dos demais ministros.

 

Regras da medida provisória

 

A MP 1.394, publicada em 25 de setembro, proibiu em território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das loterias de apostas de quota fixa, tanto em meio físico quanto virtual.

A medida estabeleceu um período de transição para o encerramento das operações. As plataformas devem deixar de disponibilizar o acesso aos sites e aplicativos destinados às apostas dez dias após a publicação da MP, ou seja, a partir de 5 de outubro.

Durante esse período, os operadores devem garantir a restituição dos valores devidos aos apostadores, incluindo saldos disponíveis, prêmios e valores referentes a apostas que tenham sido consideradas sem efeito.

As instituições financeiras e de pagamento também deverão participar do processo de restituição dos valores aos apostadores, conforme os procedimentos definidos pela medida provisória.

A MP prevê ainda mecanismos para bloquear sites que ofereçam apostas de quota fixa de forma irregular, com participação do Ministério da Fazenda, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No processo relatado por Fux, também já foram determinadas medidas relacionadas à restrição de apostas realizadas por beneficiários de programas sociais.

A controvérsia agora aguarda a manifestação da AGU e a análise do ministro sobre os pedidos apresentados pelas entidades do setor.

 

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Com informações e foto da Agência Brasil
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