A Prefeitura de Americana, por meio da Secretaria de Saúde, iniciou nos últimos dias o mutirão de visitas e retirada de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A ação é realizada pelos agentes de controle do PMCD (Programa Municipal de Controle da Dengue), com o apoio de um caminhão cedido pela Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano. Os trabalhos começaram pela Cidade Jardim, região que registrou o maior número de casos da doença no ano passado, e seguem nesta quarta-feira (4) no bairro Vila Mathiensen.
No mutirão, as equipes removem materiais que não estejam sendo usados e que possam servir de criadouros do mosquito, como latas, garrafas, pneus, lonas, tambores, entre outros. A Prefeitura pede para que não sejam colocados materiais nas calçadas. Os criadouros são identificados pelos agentes, e os materiais são recolhidos com a autorização dos moradores, que também recebem orientações sobre o combate ao mosquito.
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Depois da Vila Mathiensen, o mutirão seguirá para a região do Antônio Zanaga. Em 2025, a ação percorreu mais de 53 mil imóveis e removeu 9,2 toneladas de materiais.
“O mutirão é uma ação estratégica dentro do nosso planejamento para reduzir o risco de proliferação do mosquito, especialmente em regiões que historicamente apresentam maior incidência de casos. Ao eliminar criadouros potenciais, atuamos de forma preventiva e antecipada, evitando que o problema avance. Esse trabalho integrado reforça o compromisso do município com a proteção da população”, destaca o secretário de Saúde, Danilo Carvalho Oliveira.
Além do mutirão, o combate à dengue em Americana é realizado em diversas outras frentes. As visitas casa a casa, com orientações aos moradores e vistorias em quintais, estão em andamento desde o início do ano e já somam 12.922 imóveis visitados. Já as ações de Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que permitem quantificar a infestação do mosquito e identificar áreas de maior risco, abrangeram 3.930 imóveis. As atividades também incluem vistorias em pontos estratégicos e imóveis especiais, além de ações educativas em eventos, praças, instituições e unidades de saúde.
Além disso, a conscientização sobre a doença está sendo intensificada por meio de uma campanha nas ruas, nos veículos de comunicação e nos canais digitais. Com o lema “A dengue não vai ter vez em 2026”, a iniciativa busca disseminar as dicas práticas para eliminação de possíveis criadouros do mosquito, bem como os sintomas da dengue e como proceder em caso de suspeita da doença. As informações estão sendo disseminadas por meio de outdoors, displays e totens de LED espalhados pela cidade, além da distribuição de panfletos educativos, conteúdos nas redes sociais e divulgação em rádios, TVs, portais e mídias impressas.
“O enfrentamento à dengue exige vigilância constante e ações baseadas em dados técnicos. O acompanhamento da infestação por meio das avaliações e das vistorias permite direcionar melhor as equipes e priorizar áreas mais sensíveis. A participação da população, mantendo os quintais organizados e seguindo as orientações, é fundamental para que essas estratégias tenham efetividade”, ressalta o diretor da Unidade de Vigilância em Saúde (Uvisa), Antônio Donizetti Borges.
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As atividades incluem ainda a reativação do sistema de geomonitoramento desenvolvido pela Saúde, que utiliza inteligência artificial (IA) para auxiliar no acompanhamento e mapeamento dos casos em tempo real, além de reuniões periódicas do grupo condutor para o enfrentamento às arboviroses, composto por profissionais de diversos setores para alinhamento das ações. A campanha “Todos contra a Dengue” é realizada pelas secretarias de Saúde e de Comunicação e Tecnologia da Informação e pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto).
“Essas ações são decisivas no controle do Aedes aegypti, pois o mosquito se desenvolve, principalmente, em recipientes descartados ou mal acondicionados. O mutirão facilita a remoção e o descarte correto desses materiais e amplia a conscientização dos moradores. Nosso foco é reduzir os criadouros e, consequentemente, interromper o ciclo de transmissão da dengue”, acrescenta o coordenador da Vigilância Ambiental, Antônio Jorge da Silva Gomes.
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, até a última quinta-feira (29), Americana registrou 11 casos confirmados de dengue em 2026. Mesmo com a redução nos números – em janeiro do ano passado, foram 723 casos confirmados –, as ações de prevenção e combate ao mosquito seguem intensificadas em toda a cidade, e a Prefeitura reforça que a população deve manter os cuidados no dia a dia. Mais informações estão disponíveis no site https://www.americana.sp.gov.br/americana-index.php?a=dengue.
Dicas de combate à dengue
– Mantenha caixas-d’água e tonéis sempre bem tampados
– Encha os pratinhos de vasos de plantas com areia
– Limpe calhas e ralos regularmente
– Use repelente e telas de proteção
– Descarte pneus velhos corretamente. Se precisar mantê-los, guarde-os em local coberto
– Esvazie e vire as garrafas de cabeça para baixo
– Troque a água dos pets todos os dias, sempre lavando bem o recipiente
– Feche bem os sacos de lixo e deixe-os fora do alcance de animais
Sintomas da dengue
– Dor atrás dos olhos
– Dor de cabeça
– Dor de barriga e náuseas
– Febre
– Manchas vermelhas na pele
– Dores pelo corpo
Orientações caso apresente sintomas
– Procure imediatamente a UBS mais próxima da sua casa
– Não tome remédios por conta própria
– Mantenha-se hidratado: beba bastante água
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