Ato por reeleição de Lula reúne milhares na Avenida Paulista

Ato por reeleição de Lula reúne milhares na Avenida Paulista

Presidente criticou proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro e defendeu fim da escala 6×1

Postado em 12/10/2026 , por Patrícia di Sanctis

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A manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11). O candidato participou do ato, que teve como pautas a defesa da democracia, o fim da escala de trabalho 6×1 e a continuidade de seu governo.

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Batizada de Marcha pela Democracia, a mobilização foi organizada por movimentos sociais e comunidades de fãs de artistas pop, conhecidas como fandoms. Entre os grupos envolvidos estavam admiradores de Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift, além de torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians, movimentos estudantis e representantes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.

 

Ato por reeleição de Lula reúne milhares na Avenida Paulista
Manifestantes defenderam a continuidade do governo Lula e a democracia

 

Semana decisiva para a eleição

 

Antes do início da manifestação, Lula afirmou que esta semana será decisiva para a eleição presidencial. O presidente destacou a votação no Senado sobre o fim da escala de trabalho 6×1, prevista para quarta-feira (14).

O candidato criticou a possibilidade de a oposição tentar adiar a votação para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Segundo ele, a decisão dos parlamentares mostrará quem apoia ou rejeita a proposta de garantir dois dias de descanso aos trabalhadores.

“[Nesta semana,] Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse Lula.

O presidente também afirmou que a oposição precisará demonstrar publicamente seu posicionamento sobre a proposta, cuja votação já estava marcada.

“Já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”, declarou.

 

Lula critica proposta de corte de gastos

 

Durante a entrevista à imprensa, Lula criticou a proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa presidencial. A medida, chamada de tesouraço, poderia atingir direitos sociais e benefícios destinados à população mais vulnerável, segundo o presidente.

“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina, Javier] Milei, ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais, e levar o povo outra vez para a situação de miséria neste país. Isso a gente não permite de forma alguma que volte a acontecer no Brasil”, afirmou.

Lula também mencionou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional. A proposta prevê mudanças na estrutura de atuação federal na área, incluindo a criação do Ministério da Segurança Pública.

O candidato defendeu maior participação do governo federal no combate à criminalidade e afirmou que a proposta poderá ampliar a atuação da União na proteção da população.

“A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”, disse.

 

Presidente critica governo Bolsonaro

 

Durante o discurso em um carro de som em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), Lula criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente a condução da pandemia de covid-19.

O presidente relembrou as mortes ocorridas durante a crise sanitária e acusou o governo anterior de desconsiderar orientações científicas e médicas.

“Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Vocês sabem o que é um presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas em saco preto, sem poder se despedir da sua família, porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que não acreditou na medicina, que receitou remédio que não prestava para nada”, declarou.

Lula também destacou resultados de sua gestão na educação e prometeu ampliar o acesso ao ensino superior, além de promover avanços nas áreas de tecnologia e segurança pública.

“Quando nós chegamos na presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50 milhões, 100 milhões”, afirmou.

 

Lula pede participação de eleitores idosos

 

O presidente também chamou a atenção para a abstenção de 21,08% registrada no primeiro turno das eleições. Ele pediu que eleitores com mais de 70 anos compareçam às urnas no segundo turno, apesar de o voto ser facultativo para essa faixa etária.

Lula defendeu que a participação eleitoral é importante para a escolha dos próximos governantes e pediu que os idosos incentivem familiares a votar.

“Se essa pessoa não quer votar por ela, ela tem filho, filha, neto, bisneto e tem a pátria dela para cuidar. E não pode permitir que os bandidos voltem a governar este país”, acrescentou.

 

Atos ocorreram em outros Estados

 

Além de São Paulo, apoiadores da candidatura de Lula realizaram manifestações em diferentes regiões do Brasil neste domingo (11). Em Maceió, em Alagoas, o ato ocupou a Praça Sete Coqueiros, na orla da capital.

No Rio de Janeiro, houve mobilizações na orla de Copacabana e no bairro de Icaraí, em Niterói. Em Belo Horizonte, a Caminhada Rosa reuniu pautas relacionadas aos direitos das mulheres e à campanha pela reeleição do presidente.

Também foram registrados atos na Praça Universitária, em Goiânia, na orla e no Pelourinho, em Salvador, e em feiras e ruas de Brasília. As manifestações incluíram pedidos pelo fim da escala de trabalho 6×1.

 

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Com informações da Agência Brasil | Foto: Ricardo Stuckert
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