A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigado Thiago Branco de Azevedo, o “Ralado”, ao citar a ausência de histórico criminal e de indícios de novos delitos, na terça-feira (31), em decisão da Operação Fallax, da Polícia Federal.
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A decisão é da juíza da 5ª Vara Federal de São Paulo, Maria Isabel do Prado, que afirmou não haver registros de antecedentes criminais nem evidências de que o investigado tenha cometido crimes após a expedição do mandado de prisão.
“Assim, tratando-se de delito praticado sem violência ou grave ameaça, e não havendo apontamentos sobre antecedentes criminais, descumprimento de cautelares judiciais, ou indícios cometimento de crime após compromisso firmado perante o Poder Judiciário, reconsidero o decreto de prisão preventiva e entendo, por ora, como suficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, com fundamento na garantia da aplicação da lei penal”.
Operação investiga rede de empresas de fachada
“Ralado” é apontado como operador de uma rede de empresas de fachada supostamente utilizada por integrantes do Comando Vermelho (CV) e por pessoas ligadas à holding de investimentos Fictor.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fallax no último dia 25. O investigado não foi localizado na ocasião e se apresentou dois dias depois, em Piracicaba (SP), acompanhado da esposa e do cunhado.
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Outros investigados também foram soltos
A decisão determinou a soltura de 15 investigados, que deverão cumprir medidas cautelares, como não manter contato com outros alvos e não mudar de endereço.
No caso dos suspeitos de envolvimento com o esquema, a Justiça proibiu a criação de novas empresas e movimentações bancárias em contas de terceiros.
Já gerentes bancários investigados tiveram suspensão das funções nas instituições financeiras.
Parte dos alvos segue presa
A juíza manteve a prisão de dois investigados que teriam tentado fugir, além de outros três que seguem foragidos.
Segundo a investigação, o suspeito criava empresas em nome de terceiros para obter empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema contava com apoio de gerentes bancários, que aprovavam operações irregulares mediante pagamento de propina.
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Foto: EntreNews
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