A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) apontou que microalgas podem estar por trás do mau cheiro na água do Rio Jaguari, apesar de parâmetros dentro da normalidade identificados em nova coleta.
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Nessa quarta-feira (29), análises realizadas na captação em Cosmópolis (SP) mostraram níveis adequados de oxigênio e temperatura, além de baixa presença de microalgas, sem indicação de contaminação fora do padrão.
O assistente executivo de Qualidade Ambiental da Cetesb, Nelson Menegon, explicou que “normalmente as algas se desenvolvem em ambientes de água parada, como reservatórios” e destacou que o trecho final do rio apresenta menor velocidade da água, o que favorece esse processo.
Ele acrescentou que “esse fenômeno acaba sendo mais sentido na época em que param as chuvas”, quando a vazão diminui e cria condições mais propícias para esses microrganismos.
Monitoramento segue intensificado
A Cetesb mantém monitoramento contínuo em todo o Rio Jaguari, com coletas em diversos pontos desde sexta-feira (24). As ações envolvem equipes das agências ambientais de Paulínia, Limeira e Americana, com apoio de laboratórios de Campinas e Limeira.
Até o momento, o órgão destaca que não há conclusão definitiva sobre a causa do odor e da coloração turva da água.
Moradores relatam cheiro e gosto fortes
Moradores de Limeira, Hortolândia, Paulínia, Monte Mor e Artur Nogueira seguem relatando odor intenso e gosto desagradável na água desde o feriado de Tiradentes.
Um morador afirmou que “o odor está horrível, muito forte” e relatou que “o gosto da água está muito ruim ainda”, informando que abriu chamado para vistoria, pois “não dá para beber a água, nem pelo filtro”.
Outro relato aponta que “o cheiro e o gosto continuam muito fortes”, inclusive durante o banho, sem melhora percebida, levando ao consumo de água mineral.
Concessionárias não identificam irregularidades
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que não encontrou anomalias na água distribuída.
A gerente regional da Sabesp, Michelle Lima, afirmou que “todas as coletas e amostras são realizadas” e que a empresa atende aos padrões do Ministério da Saúde. Ela destacou a implantação de tratamento com carvão ativado, que ajuda a reduzir odor e gosto, e garantiu que “não há nenhuma anomalia encontrada” e que a água está potável para consumo.
A empresa realizou cerca de 1.200 atendimentos em residências após reclamações.
A BRK Ambiental também informou que não detectou alterações na qualidade da água em seus testes diários.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) acompanhou a vistoria, mas não divulgou posicionamento.
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Foto: Divulgação
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