Dados recentes do Indicador Criança Alfabetizada, divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), revelam um cenário de alerta para a educação básica em Campinas. O município registrou um índice de alfabetização de 41,49% entre crianças do 2º ano do Ensino Fundamental, ficando abaixo da média do estado de São Paulo e sem alcançar a meta estabelecida pelo governo federal.
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A meta estipulada para Campinas pelo Ministério da Educação (MEC) era de 47,76%. Ao atingir apenas 41,49%, a cidade não só falhou em cumprir o objetivo, como também apresentou uma leve oscilação negativa em relação ao ano anterior, quando o índice era de 41,7%.
Dentro da Região Metropolitana de Campinas (RMC), o município ocupa uma posição desfavorável. Enquanto cidades vizinhas como Americana (64,36%) e Indaiatuba superaram suas metas e apresentam índices robustos de fluência leitora, Campinas figura no grupo de cidades que ainda lutam para consolidar o aprendizado na idade certa.
O que o indicador avalia?
O Inep considera “criança alfabetizada” aquela que, ao final do 2º ano (por volta dos 7 anos de idade), demonstra habilidades como:
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Leitura de palavras, frases e textos curtos;
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Localização de informações explícitas em bilhetes ou contos;
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Inferências simples em textos que misturam palavras e imagens.
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O Plano Nacional de Educação estabelece que, até 2030, todas as crianças devem estar alfabetizadas (índice acima de 80%). Para Campinas, o desafio é reverter a estagnação atual. Especialistas apontam que a recuperação passa pelo fortalecimento do regime de colaboração com o estado e foco em programas de “Fluência Leitora”, onde o desempenho municipal ainda se mostra aquém do potencial da rede.
Após o baixo desempenho registrado, a prefeitura de Campinas, comandada por Dário Saadi (Republicanos), anunciou um plano para fortalecer o ensino e elevar os indicadores educacionais.
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