Famosa faculdade de medicina da RMC recebe nota 2 no Enamed

Famosa faculdade de medicina da RMC recebe nota 2 no Enamed

Postado em 21/01/2026

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A Faculdade São Leopoldo Mandic, com sede em Campinas -SP, recebeu nota 2 no Exame Nacional de Avaliação de Formação Médica, o Enamed, que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. A avaliação serve para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade de ensino das unidades.

Ao todo, 99 cursos tiveram notas insatisfatórias e passarão por um processo de supervisão. Instituições com nota 2, como é o caso da Mandic, terão, entre as penalidades, a redução de vagas para o ingresso. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai abrir prazo de cinco dias, a contar da próxima segunda-feira (26/1), para que as instituições possam esclarecer dúvidas e apresentar as suas manifestações a respeito do cálculo do resultado da avaliação dos cursos.

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O Entrenews solicitou um posicionamento da instituição, que enviou um posicionamento com críticas ao exame. Veja a nota na íntegra:

O Grupo Mandic esclarece que os resultados recentemente divulgados do Enamed 2025 não representam a realidade da formação médica oferecida pela instituição. A instituição reforça que os números apresentados são contraditórios quando contrastados com os indicadores oficiais e sistêmicos do governo federal. A São Leopoldo Mandic possui conceito máximo (Nota 5) junto ao MEC, avaliação que considera critérios robustos como corpo docente, infraestrutura tecnológica e laboratórios. Além disso, a faculdade mantém, por mais de uma década, a liderança nacional na área da saúde no Índice Geral de Cursos (IGC) e ocupa a 13ª posição entre as melhores instituições de ensino do país no ranking do Sinaes.

A instituição pontua ainda que o referido exame apresenta limitações estruturais e fragilidades metodológicas severas que inviabilizam sua utilização como um indicador isolado de qualidade. Entre as inconsistências identificadas, destaca-se um descompasso regulatório, visto que o conteúdo cobrado na prova não reflete fielmente o Projeto Pedagógico do Curso exigido pelo próprio Ministério da Educação (MEC), além de o edital ter sido apresentado com apenas 90 dias de antecedência, sem a devida clareza sobre os critérios de avaliação.

Outro fator determinante para o desempenho registrado foi o chamado “Viés de Engajamento”, uma vez que as consequências de uma possível não proficiência só foram comunicadas aos estudantes após a realização da prova. Análises estatísticas internas comprovam que a maioria dos participantes deixou o local de exame no tempo mínimo permitido, evidenciando que o resultado reflete um desengajamento momentâneo — motivado pela ausência de impacto acadêmico individual na data do exame — e não a competência técnica real dos alunos ou a qualidade do ensino. Na unidade de Araras, por exemplo, os alunos realizaram o teste no 11º período, oito meses antes da formatura, sem terem cursado a totalidade dos conteúdos avaliados.

Reafirmando seu compromisso inabalável com a excelência, a instituição informa que já está mobilizando todos os recursos administrativos e jurídicos cabíveis para assegurar a correção dos fatos e proteger a reputação de seus alunos e de sua marca contra avaliações tecnicamente inadequadas.

Por fim, o Grupo Mandic defende a avaliação externa como um instrumento indispensável de melhoria e regulação, porém considera tecnicamente inadequado que um exame com as particularidades já mencionadas seja utilizado isoladamente, a partir de 2025, como base para sanções regulatórias severas.

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O presidente do Inep, Manoel Palacios, afirmou que não há erros no resultado.

RESULTADOS:

Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%.

As notas mais baixas ficatam entre as instituições públicas municipais e instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2.

Após a divulgação dos resultados do exame, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda barrar universitários mal avaliados no Enade. A medida, se implementada, deve atingir cerca de 13 mil estudantes do último semestre do curso.

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Postado em 21/01/2026

Categorias: Geral

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