Uma criança de 3 anos morreu em um incêndio e outras duas ficaram feridas, nesta terça-feira (15), em um prédio no Jardim Itayu, em Campinas (SP). O incêndio atingiu o último andar do edifício, localizado na Rua Itapemirim, na região do Carlos Lourenço, que é ocupado de forma irregular.
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Segundo a Polícia Militar (PM), as duas crianças sobreviventes são irmãs, uma menina de 6 anos e um menino de 4. Elas contaram com a ajuda de vizinhos para saírem do apartamento em chamas, mas sofreram queimaduras no rosto e precisaram de atendimento médico. O menino de 3 anos que morreu era primo delas.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 9h e mobilizou sete viaturas para atender à ocorrência. O corpo da criança só foi localizado após o controle das chamas.
De acordo com a corporação, a localização da criança foi dificultada pela grande quantidade de roupas, móveis e outros materiais acumulados no imóvel.
A Polícia Científica esteve no local e vai apurar as causas do incêndio. Até o momento, a origem do fogo permanece inconclusiva.
Mães são presas após investigação inicial
As duas mães responsáveis pelas crianças foram presas após o incêndio, sob suspeita de abandono de incapaz. Elas foram localizadas depois da ocorrência e levadas à delegacia.
Segundo a investigação inicial, as duas mulheres não estavam no apartamento quando as chamas começaram. As crianças permaneciam sozinhas no imóvel.
No caso da mãe da criança que morreu, a investigação também considera as consequências do abandono relacionadas à morte do menino.
As duas mulheres foram encaminhadas para a cadeia feminina de Paulínia (SP). A Polícia Civil deverá reunir depoimentos e outros elementos para esclarecer as circunstâncias que levaram as crianças a permanecerem sozinhas no imóvel.
Prédio apresenta condições precárias
O primeiro-tenente Lucas Henrique Prolezi apontou problemas estruturais e de segurança no prédio. Segundo ele, o imóvel não possui hidrantes, equipamentos adequados de segurança ou proteção nas escadas.
Prolezi afirmou que possíveis ligações irregulares de energia elétrica podem representar outro risco aos moradores. Na avaliação do bombeiro, o imóvel não apresenta condições adequadas para habitação.
O incêndio ocorreu em uma área ocupada irregularmente desde 2017. A Prefeitura de Campinas informou que o imóvel é particular.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Campinas informou que acompanha a situação desde o início da ocupação. O município também cadastrou as famílias que vivem no local.
Segundo a administração municipal, o cadastro existente registra 108 famílias. Equipes da Secretaria de Habitação tentaram atualizar os dados posteriormente.
A Prefeitura afirmou que os moradores não concordaram com a realização de um novo recadastramento. O município também ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial como alternativa para a saída das famílias da área.
Até o momento, segundo a Prefeitura, não houve adesão ao benefício. Os moradores manifestaram interesse em permanecer no local.
A área é objeto de uma ação judicial de reintegração de posse. Uma eventual desocupação depende das decisões e dos encaminhamentos definidos no processo.
A Prefeitura informou ainda que equipes municipais permanecem no local e acompanham as famílias atingidas pelo incêndio.
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Foto: Divulgação



