Originário das regiões tropicais da América do Sul e cultivado inicialmente por povos mesoamericanos da América Central, o cacau atravessou séculos até se consolidar como a principal matéria-prima do chocolate, hoje um dos alimentos mais consumidos no mundo. Para se ter uma ideia, pesquisas da consultoria Mordor Intelligence mostraram que o setor movimenta cerca de US$115,92 bilhões anualmente e pode alcançar US$137,88 bilhões até 2029.
No Brasil , atualmente, está em debate a falta de padronização e transparência na composição dos chocolates vendidos e consumidos no país . Hoje, muitos produtos levam o nome “chocolate”, mas têm baixo teor de cacau e alta quantidade de açúcar, gordura e outros aditivos, o que pode confundir o consumidor. Um recente projeto aprovado na Câmara tenta corrigir isso ao definir critérios mínimos de cacau para classificar o produto como chocolate e exigir que essa informação apareça de forma clara na frente da embalagem,permitindo que o consumidor entenda melhor o que está comprando e compare a qualidade entre marcas.
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Os critérios vêm principalmente de normas da ANVISA, que já estabelecem percentuais mínimos de cacau para classificar produtos derivados. Em geral, funciona assim:
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Chocolate (ao leite ou meio amargo): mínimo de 25% de sólidos de cacau
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Chocolate amargo (dark): normalmente a partir de 35% de cacau (padrão mais usado no mercado e em referências internacionais)
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Chocolate branco: não leva massa de cacau, mas exige pelo menos 20% de manteiga de cacau
Mais do que matéria prima do chocolate, o cacau é hoje reconhecido pelos seus inúmeros benefícios nutritivos e seu potencial funcional. Segundo a Dra. Marcela Reges, médica e professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Goiânia, a fruta é rica em compostos com ação antioxidante. “O alimento contém flavonoides, que ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento precoce das células e ao desenvolvimento de diversas doenças. Por isso, quando consumido com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada, o cacau pode contribuir para a proteção do organismo”, explica.
Outro ponto destacado pela especialista é o impacto positivo na saúde cardiovascular e no funcionamento cerebral. “Os flavonoides do cacau podem favorecer a circulação e contribuir para o controle da pressão arterial, devido à melhora da função endotelial, que é fundamental para a saúde do coração”, afirma. Segundo ela, o consumo equilibrado também pode auxiliar na função cognitiva e na concentração, reforçando o papel do alimento na promoção da saúde de forma ampla.
Além disso, o cacau também pode estar associado ao bem-estar. De acordo com Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, o alimento possui compostos que atuam em neurotransmissores ligados ao humor. “O cacau pode influenciar a produção de serotonina e outros neurotransmissores relacionados à sensação de prazer e relaxamento, o que ajuda a explicar por que muitas pessoas relatam bem-estar após o consumo”, comenta.
O especialista também enfatiza os benefícios para a saúde intestinal. Segundo ele, “Os polifenóis presentes no cacau podem favorecer o crescimento de bactérias benéficas no intestino, especialmente quando o consumo está inserido em um padrão alimentar equilibrado, rico em fibras, frutas e vegetais”, acrescenta.
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7 benefícios do cacau para a saúde, segundo os especialistas:
Ação antioxidante – rico em flavonoides que ajudam a combater os radicais livres.
Contribui para a saúde do coração – pode favorecer a circulação e ajudar na saúde cardiovascular.
Pode auxiliar no controle da pressão arterial – os compostos bioativos podem melhorar a função dos vasos sanguíneos.
Estimula o bem-estar e o humor – substâncias presentes no cacau podem estimular neurotransmissores ligados ao prazer.
Pode melhorar a função cerebral – flavonoides podem favorecer o fluxo sanguíneo no cérebro.
Possui efeito anti-inflamatório – ajuda a reduzir processos inflamatórios no organismo.
Pode contribuir para a saúde intestinal – os polifenóis podem favorecer o equilíbrio da microbiota intestinal quando associados a uma alimentação equilibrada.
Apesar dos diversos benefícios do cacau, os especialistas reforçam que o consumo deve ser feito com equilíbrio. No caso dele nos chocolates, por exemplo, deve-se priorizar aqueles que contenham maior teor do fruto, já que muitos produtos têm alto teor de açúcar, gordura e calorias. Além disso, é importante observar a composição, dando preferência a versões menos processadas e mais puras, que concentram maior quantidade de compostos bioativos e, consequentemente, mais vantagens para a saúde.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.
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