Novas regras do Pix reforçam segurança e agilizam devoluções

Novas regras do Pix reforçam segurança e agilizam devoluções

Postado em 03/02/2026 , por Patrícia di Sanctis

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As novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central do Brasil (BC), entraram em vigor nessa segunda-feira (2) e ampliam a proteção contra fraudes, além de acelerar a devolução de valores transferidos indevidamente.

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As mudanças reforçam o combate a golpes, fraudes e casos de coerção, com foco no rastreamento do dinheiro e na recuperação mais rápida dos recursos pelas vítimas.

 

Atualização do Mecanismo Especial de Devolução

 

A principal mudança é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021 como um dos pilares de segurança do Pix.

Com a nova versão, o sistema passa a acompanhar o caminho do dinheiro, mesmo quando os valores são transferidos rapidamente entre várias contas, prática comum em crimes financeiros.

O Banco Central espera aumentar significativamente a taxa de recuperação dos valores e reduzir o sucesso das fraudes, segundo especialistas do setor.

 

Integração entre bancos e órgãos de segurança

 

As novas regras também reforçam a integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança pública.

O sistema amplia o uso do autoatendimento nos aplicativos bancários, permitindo que o usuário faça a contestação de forma mais simples e rápida.

O BC esclarece que o MED deve ser acionado somente em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras.

 

Limitações do mecanismo

 

O Banco Central reforça que o MED não pode ser utilizado quando o usuário digita incorretamente a chave Pix ou envia o valor para o destinatário errado.

A ferramenta é exclusiva para situações que envolvam indícios claros de irregularidade ou falhas no sistema financeiro.

 

Principais mudanças nas regras do Pix

 

  • MED passa a ser obrigatório para todas as instituições que operam o Pix.
  • Rastreamento ampliado dos valores, incluindo contas intermediárias usadas na fraude.
  • Bloqueio automático de contas suspeitas, antes da conclusão da análise.
  • Prazo menor para devolução, estimado em até 11 dias após a contestação.
  • Compartilhamento de informações entre instituições, facilitando bloqueios e restituições.
  • Autoatendimento nos aplicativos, sem necessidade de contato humano inicial.

 

O que o correntista deve fazer em caso de golpe

 

  • O cliente deve contestar a transação imediatamente pelos canais oficiais do banco.
  • A instituição de origem comunica a recebedora em até 30 minutos.
  • Os recursos são bloqueados na conta suspeita.
  • As instituições analisam o caso.
  • Se confirmada a fraude, o valor é devolvido.
  • Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

 

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Imagem Ilustrativa
Novas regras do Pix reforçam segurança e agilizam devoluções

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