A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no setor financeiro vinculadas ao Banco Master. O alvo central desta nova etapa é o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e contou com o aval da Procuradoria-Geral da República para o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
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Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro. A PF apreendeu 49 mil dólares em um quarto de hotel usado por Jaques em Brasília, além de mais 33,5 mil euros e 6,1 mil dólares em seu endereço em Salvador.
Os investigadores apontam que, em troca da suposta influência política, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas dos gestores do banco, entre eles Augusto Lima e o fundador Daniel Vorcaro. As suspeitas envolvem o uso gratuito de aeronaves particulares, ingressos de alto valor para shows no exterior e repasses financeiros a uma empresa ligada a familiares do senador. Além disso, a Polícia Federal apura se o ex-sócio do Banco Master adquiriu um apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, localizado em Salvador, a pedido direto do próprio senador.
Nas eleições em que foi eleito para o atual mandato, em 2018, o senador Jaques Wagner (PT-BA) recebeu 4.253.331 votos (35,71% dos votos válidos).
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