A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste (SP) alertou para os riscos do calor extremo entre idosos e reforçou medidas de prevenção.
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A pasta destacou que os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas. O município registra dias seguidos de calor intenso.
Maior risco de desidratação
O responsável técnico dos médicos da Atenção Primária à Saúde, João Henrique Silva Rizzetto, explicou que os idosos apresentam maior dificuldade de regulação térmica.
“Os idosos são mais vulneráveis ao calor porque eles têm maior dificuldade de termorregulação. Ou seja, eles têm mais dificuldade de manter a temperatura conforme varia a temperatura externa do ambiente”.
Ele afirmou que os idosos suam menos, possuem menos água no corpo e sentem menos sede. Esse quadro aumenta o risco de desidratação.
Hidratação deve ser programada
Rizzetto orientou que a principal medida de prevenção é a ingestão regular de líquidos ao longo do dia. “Um jeito de programar a hidratação é tomar um copo de água de 200 ml a cada uma ou duas horas e quantificar o que está tomando para saber se está dentro da meta ou não”.
Para um idoso com cerca de 70 quilos, a recomendação média é de aproximadamente 2 litros e 100 ml de água por dia. O controle deve ocorrer pela quantidade ingerida, não apenas pela sede.
Além da água, a orientação inclui sucos naturais, chás sem cafeína e frutas com alto teor de líquido, como laranja.
Em dias de calor extremo, a orientação é reforçar ainda mais a ingestão de líquidos, manter os ambientes arejados e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 12 e 16 horas, com pico de temperatura geralmente entre 14 e 15 horas.
Doenças podem se agravar
O calor pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como Acidente Vascular Cerebral (AVC). O quadro também pode piorar problemas renais, especialmente em pacientes com insuficiência renal crônica.
Medicamentos como diuréticos, utilizados no tratamento da pressão alta, exigem atenção redobrada. A recomendação é não interromper o uso por conta própria.
Sinais de alerta
Entre os sinais iniciais estão boca seca, pele menos elástica e aumento da sede. Em situações mais graves, podem surgir confusão mental, tontura intensa, fraqueza e desorientação.
“O que chama atenção e tem que levar muito prontamente são sinais de confusão mental e tontura grave”, ressaltou Rizzetto.
A Secretaria orienta que, diante de sintomas persistentes ou alteração de consciência, a população procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo.
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Imagem Ilustrativa
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