Responsável por clínica de estética interditada em Americana não tinha formação para atuar na área

Responsável por clínica de estética interditada em Americana não tinha formação para atuar na área

Postado em 23/04/2026

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Uma operação da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), interditou na última terça-feira (22) uma clínica de emagrecimento no Centro de Americana por graves irregularidades sanitárias e exercício ilegal da profissão. A responsável pelo estabelecimento confessou aos agentes que não possui formação em medicina, biomedicina ou qualquer área da saúde que a habilitasse a realizar procedimentos estéticos invasivos e injetáveis.

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A ação, batizada de Operação “Virtuosa”, foi motivada por uma denúncia da Vigilância Sanitária local, que alertou as autoridades sobre a aplicação irregular do medicamento Mounjaro. Segundo as investigações, havia indícios de que a substância estaria sendo adulterada mediante diluição em soro fisiológico, uma prática utilizada para aumentar o rendimento das doses e ampliar o lucro do estabelecimento.

Durante a apuração, os policiais descobriram a existência do chamado “Protocolo Monjfest”, um tratamento para perda de peso baseado no uso da tirzepatida. Contudo, a comercialização desta substância está proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), conforme estabelecido pela Resolução RE nº 690/2026. Além do uso de componentes proibidos, a manipulação ocorria de forma totalmente irregular por pessoas sem a devida habilitação técnica.

No cumprimento do mandado de busca e apreensão no imóvel da Rua 30 de Julho, os policiais e fiscais sanitários encontraram diversos medicamentos vencidos e armazenados em condições precárias. Ao todo, foram apreendidas 57 ampolas de injetáveis, 19 frascos de soro fisiológico, além de seringas, agulhas e cadernos com anotações de agendamentos que comprovam a rotina de aplicações nos pacientes. Dispositivos eletrônicos, como celulares e um tablet, também foram recolhidos para perícia.

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Diante das evidências de crime contra a saúde pública, previsto no Artigo 273 do Código Penal, o estabelecimento foi imediatamente interditado e lacrado pela Vigilância Sanitária. A proprietária e uma funcionária foram conduzidas à sede da DISE para prestar depoimento e um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações e determinar as responsabilidades penais dos envolvidos no esquema.

Clínica de estética que atuava de forma irregular é interditada no Centro de Americana

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Postado em 23/04/2026

Categorias: Cidades

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