O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana (SP), capacitou coordenadores assistenciais e enfermeiros para a mudança da insulina humana NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O treinamento foi realizado na terça-feira (22) e quarta-feira (23) pelo Núcleo de Educação Permanente e Humanização (NEPH) da Secretaria de Saúde de Americana.
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A mudança segue as orientações do Ministério da Saúde para a transição da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada glargina na Atenção Primária à Saúde.
Durante a capacitação, os profissionais receberam orientações sobre insulinoterapia, organização do cuidado, acompanhamento de pessoas com diabetes e os procedimentos necessários durante a transição entre os medicamentos.
Também foram discutidos os cuidados relacionados à prescrição, ao acompanhamento da glicemia e às orientações que devem ser repassadas aos pacientes durante o período de adaptação.
Treinamento reforça cuidados com os pacientes
A capacitação foi conduzida pela coordenadora da Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Lucia Moro Carr, que destacou a necessidade de avaliar cada paciente individualmente durante a mudança.
A insulina glargina é uma insulina basal de ação prolongada e apresenta um perfil de ação mais estável. Essa característica pode contribuir para reduzir episódios de hipoglicemia associados aos picos de ação da NPH.
A transição, porém, exige acompanhamento da glicemia e atenção à resposta de cada paciente, principalmente durante o período inicial de adaptação.
“Estamos passando por uma mudança importante na insulinoterapia dentro do SUS, e toda mudança de tecnologia precisa ser acompanhada de perto para que aconteça de forma segura. A insulina glargina apresenta um perfil de ação mais estável, mas isso não significa que a transição pode ser feita de maneira automática. É necessário avaliar cada paciente individualmente, orientar sobre o uso correto, acompanhar a glicemia e estar atento aos sinais de hipoglicemia, especialmente entre os idosos, que podem ser mais sensíveis a essas alterações. A capacitação das equipes é fundamental para evitar falhas terapêuticas e garantir que essa transição aconteça de forma adequada”, explicou, Ana Lucia.
Os profissionais também conheceram as canetas reutilizáveis para aplicação de insulina e acompanharam demonstrações sobre o funcionamento dos dispositivos.
A atividade permitiu ainda esclarecer dúvidas sobre técnica de aplicação, armazenamento do medicamento e cuidados necessários durante o tratamento.
Outro ponto abordado foi a conduta diante de alterações na glicemia e a importância de um acompanhamento mais próximo nas primeiras etapas da transição. A medida busca facilitar a identificação de sinais de hipoglicemia e reduzir o risco de falhas no tratamento.
Para a gerente assistencial do Hospital Municipal, Sarah Guimarães, a atualização das equipes é necessária sempre que uma mudança terapêutica interfere diretamente na rotina de atendimento.
“Quando temos uma mudança relacionada a uma terapia utilizada diariamente na assistência, é fundamental preparar as equipes para que todos compreendam as novas orientações e saibam como conduzir cada situação. A capacitação permite alinhar as condutas, esclarecer dúvidas e reforçar cuidados importantes para a segurança do paciente. Nosso objetivo é que os profissionais estejam preparados para acompanhar essa transição com atenção e oferecer uma assistência cada vez mais qualificada e segura”, afirmou, Sarah.
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi é administrado pelo Grupo Chavantes, em gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Americana.
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Foto: Prefeitura de Americana



