A concessionária Rota Mogiana assumiu, neste domingo (1º), a administração de aproximadamente 520 quilômetros de rodovias e acessos estaduais no interior de São Paulo. O contrato de 30 anos prevê a ampliação de nove para 19 pontos de pedágio, mas a instalação das dez novas cobranças dependerá da execução de melhorias nas estradas.
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A concessão abrange 22 municípios das regiões de Campinas e Ribeirão Preto e prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões em obras, conservação, monitoramento e atendimento aos usuários. A operação começou após a formalização do contrato entre o Governo de São Paulo e a Rota Mogiana SPE S.A., em 27 de agosto de 2026.
Como fica a situação na região de cobertura do EntreNews
Entre as cidades acompanhadas pelo EntreNews, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Sumaré (SP) não integram a relação de municípios abrangidos diretamente pela concessão.
A situação da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) merece destaque, principalmente para motoristas de Americana e Santa Bárbara d’Oeste. A via chegou a integrar a proposta inicial de concessão, que previa a instalação de pórticos eletrônicos de pedágio entre Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Piracicaba.
O projeto provocou mobilização de moradores, representantes políticos e autoridades municipais contrários à cobrança. Em abril de 2025, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou a retirada da rodovia do projeto.
Na ocasião, ao ser questionado sobre a inclusão da SP-304 na concessão, o governador respondeu que a rodovia estava “fora” do pacote. A decisão foi mantida na configuração definitiva do lote, oficializada pelo Decreto Estadual nº 69.927, de outubro de 2025.
Com isso, os motoristas que utilizam a SP-304 não serão submetidos aos novos pontos de cobrança previstos no contrato da Rota Mogiana.
Nova Odessa e Sumaré também ficaram fora da relação oficial dos 22 municípios contemplados. A presença de outras rodovias concedidas nessas cidades não significa que elas integrem o novo contrato.
Dez novos pontos de pedágio serão implantados gradualmente
O contrato estabelece que o número de pontos de cobrança na malha concedida passe de nove para 19 ao longo dos 30 anos. A ampliação, entretanto, não ocorrerá imediatamente.
Segundo o Governo de São Paulo, os dez novos pontos somente poderão iniciar a cobrança depois que a concessionária executar e comprovar as melhorias iniciais obrigatórias, além de disponibilizar os serviços previstos no contrato.
A implantação ficará sob fiscalização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O material divulgado sobre o início da operação não apresenta a localização definitiva dos novos pontos nem as datas previstas para ativação.
A cobrança será realizada pelo Siga Fácil, sistema eletrônico de livre passagem, conhecido como free flow. A tecnologia permite identificar os veículos por meio de pórticos instalados nas rodovias, sem a necessidade de praças físicas ou paradas para pagamento.
Nove praças existentes têm tarifas definidas
Com o início da concessão, as nove praças de pedágio existentes passaram a seguir a tabela tarifária homologada pela Artesp para o primeiro ano do contrato, entre novembro de 2026 e outubro de 2027.
Para automóveis de passeio, os valores de cobrança manual são os seguintes:
- Jaguariúna, R$ 8,80;
- Estiva Gerbi, R$ 7,80;
- Casa Branca, R$ 8,15;
- Mococa, R$ 8,10;
- Espírito Santo do Pinhal, R$ 10,45;
- Águas da Prata, R$ 4,60;
- Aguaí, R$ 6,30;
- São João da Boa Vista, R$ 7,40;
- Itobi, R$ 10,75.
Os motoristas que utilizam identificação eletrônica por tag têm desconto de aproximadamente 5% na tarifa. O contrato também estabelece o Desconto de Usuário Frequente (DUF), com reduções progressivas para quem passa repetidamente pelo mesmo ponto de cobrança, conforme as regras estabelecidas.
Na praça de Jaguariúna, por exemplo, a tarifa para automóveis foi mantida em R$ 8,80. A mudança também encerra o antigo sistema Ponto a Ponto no município, com a redução tarifária passando a beneficiar todos os motoristas.
Concessão prevê R$ 9,4 bilhões em investimentos
Além da operação dos pedágios, o contrato estabelece um conjunto de obras para ampliar a capacidade das rodovias e melhorar a segurança dos deslocamentos.
Entre as principais intervenções previstas estão 217 quilômetros de duplicações, 138 quilômetros de faixas adicionais e 96 quilômetros de novas vias marginais. O projeto também contempla melhorias em passarelas, travessias, acessos e estruturas destinadas ao transporte coletivo. Nos dois primeiros anos da concessão, o planejamento prevê R$ 544,2 milhões em investimentos.
A estrutura inclui ainda 36,8 quilômetros de ciclovias e 135 novos pontos de parada de ônibus. As ciclovias estão previstas nos eixos das rodovias SP-107, entre Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, e SP-342.
A concessionária também ficará responsável pela conservação das pistas, monitoramento do tráfego e atendimento aos usuários durante os 30 anos de contrato.
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Foto Ilustrativa



